"As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável."
MADRE TEREZA DE CALCUTÁ
12 novembro 2010
Doce, doce, doce...
“Existe doce mais doce, que o doce de batata doce?” Indaga um antigo trava língua. Pois eu respondo a ele “Existe sim, o doce mais doce é o algodão doce.”
Hoje revivemos a infância, a buzina do vendedor de algodão doce soava apenas em nossas cabeças, mas o sentimento de nostalgia tomou a todos. Conjugo o verbo da quarta pessoa pois não fui apenas eu a comer desta guloseima, que adocica até o cérebro e devolve a glicose até mesmo á bêbado em coma alcoólico.
Diga você, ao que se compara comer algodão doce...? A nada exatamente.
A sensação deixada no início e no fim, só ele deixa. Comparando-se talvez ao amor, que no início é doce, suspirante, delicado e que no fim te deixa com uma sensação estranha.
O fim é sempre estranho.
Mas para quem quer apenas saboreá-lo e para quem tem uma imaginação muito fértil como a minha, com certeza já o comparou à nuvem.
Quando alaranjado, são as nuvens banhadas pelo sol do amanhecer, quando rosados o sol ao entardecer, enfim, o fato é que parece nuvem.
Pois deixo você leitor com a sensação do açúcar a arranhar a língua e a deixar suas papilas gustativas com diabetes e mesmo assim não conseguir resistir à tentação de saborear um delicioso e colorido algodão doce.
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11 novembro 2010
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10 novembro 2010
Cessar fogo guerreiros, que o sol já se deita no horizonte e amanhã
temos outra batalha pela frente.
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Demasiadamente
Chove demasiadamente,
Faz calor demasiadamente,
Ama-se demasiadamente,
Demasiadamente esquece-se o amor.
Trabalha-se demasiadamente,
Irrita-se por demasiado,
Enlouquece-se demasiadamente também.
Respire, inspire, olhe e retire, absorva, reflita
calmamente.
Vive-se demasiadamente, rápido
Que nem som se ouve, nem nada se vê,
nada se sente.
Importante é
O fim está sendo demasiadamente apressado a chegar
E o prazo para observar a folha do outono cair...
Já não há.
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