15 janeiro 2011

Criação

Contado por Nana Maia às 15:08
Reações: 


Quando criança, ela ganhou uma semente, a qual deveria plantar em boa terra, regar para que tivesse força para florescer, vigiar seu crescimento e podar os galhos ruins que impedissem seu crescimento.
Assim ela o fez.
Cuidou como um filho, alimentou e protegeu.
Ela então cresceu. A planta agora grande o bastante, foi plantada no jardim.


Ela amadureceu, o tempo agora lhe faltava, a ela antes criança. Estudos e trabalho ocupavam sua mente e com o tempo a planta sentiu a falta.
Mais algum tempo e praticamente morreu.


Deus ao criar o mundo, moldou-o com tudo o que precisaria um ser humano. E o ser humano moldado de forma a usufruir do mundo.
Deus deu a ele braços e pernas e uma mente pensante, inteligente e bastava apenas correr atrás, sabendo que com um pouco de busca a certeza de encontrar era certa. 
Mas o esforço se tornou um empecilho, conquistar honestamente uma meta longe demais.
Deus ao criar o mundo regou-o com verde, matas, árvores de frutos, vegetações diversas. Cada uma com uma utilidade ou razão. Deu ao ser humano a capacidade de estudá-las, usá-las e mantê-las.
Conhecendo-as, usá-las tornou-se simples mas mantê-las... mais um esforço.


Deus criou parasitas e humanos, ou humanos parasitas. Sugar da fonte é bom, reabastecê-la e cuidar... deixa para o próximo. 
A humanidade destrói. Um apenas não faz a diferença. Mas a quantidade que pensa assim, transforma a unidade e milhões.


Numa tarde qualquer, em uma hora livre, ela olhou pela janela de sua cozinha, viu a árvore a morrer e de sua responsabilidade por aquela vida. Ela cuidou, o verde voltou e sua alma sorriu.


O mundo é como aquela árvore, sem cuidados e atenção ele morre. E o que vivenciamos, todas as tragédias naturais são apenas efeitos colaterais do descuido.


A vida é uma oportunidade, o mundo um presente e fazer o bem não é impossível.

0 Contos:

Postar um comentário

 

Contos de M.Maia Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos